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domingo, 30 de maio de 2010

Não aos tomates embalados em bandeja de isopor e sufocados com plástico!


Uma rápida visita ao supermercado me trouxe a reflexão que há tempos me deixa inquieta: grande hipocrisia é falar em sustentabilidade, sacolas ecológicas, reciclagem e continuar embalando legumes, frutas e verduras em bandeijinhas de isopor, produto que praticamente não se recicla. Fala-se muito, mas na hora de praticar, faz-se o mínimo apenas para mostrar que está fazendo, apenas para criar uma falsa imagem de “sustentável”. Aliás, a palavra, que hoje é praticamente clichê, foi apropriada com perversão pelo marketing das empresas que, como sempre, criam ações ou programas para dizer que elas são ecológicas. Entretanto, essas empresas não querem mudar o cerne do problema, por exemplo, diminuindo ou retirando as embalagens dos seus produtos no mercado. Ora, o lixo, o descartável, é um dos maiores problemas que temos nos dias atuais! Se queremos mudança, precisamos mudar os hábitos de forma completa. Pouco adianta levar a sacola ecológica ao supermercado se continuamos comprando até mesmo frutas e legumes embalados em isopor e plástico (fora a grande quantidade de embalagens desnecessárias que nos enfiam goela a baixo, as quais separamos – ou não – para a coleta seletiva). Pouco adianta reciclar se não diminuímos a quantidade de itens que compramos. Agir ecologicamente é comprar produtos de marcas que tenham, entre outras, a preocupação de não produzir tantas embalagens. É agir conscientemente no supermercado, na farmácia, no restaurante, no momento de comprar um presente e pedir ou não uma embalagem que será destruída em poucas horas. É não trocar o tempo todo de bolsa, de celular, de carro. É pressionar os estabelecimentos que freqüentamos e as marcas das quais somos clientes a tomarem atitudes grandiosas. É nos recusarmos a comprar os tomates embalados em bandeja de isopor e sufocados com plástico! E tudo isso, mesmo apesar dos 800 mil litros de petróleo jorrando sem parar no Golfo do México... Haja força, esperança e idealismo! Mas são eles que nos fazem viver. Por isso, vamos ao combate!